Terça-feira, Dezembro 02, 2003
Ser e ser!!!!!!
O espontãneo é algo que espanta qualquer pessoa. A capacidade de mostrar e de ser "natural", assusta-nos de tal maneira que essa atitude leva-nos a alienar a mesma. Porquê usar a máscara que esta humanidade nos pôs apenas para nos protegermos???
Ser igual a si mesmo é o que tentamos não fazer, isto porque ser castiço impele-nos a um egoísmo tal, que Narciso se questiona.........
Ser igual a si mesmo é o que tentamos não fazer, isto porque ser castiço impele-nos a um egoísmo tal, que Narciso se questiona.........
Quinta-feira, Outubro 02, 2003
Cinema
A estreia do último filme português, foi feita com pompa e circunstância. Foram convidados, todo o estrelato da singela fatia da classe cinematográfica de portugal ou o mesmo será dizer de Lisboa. Houve direito a uma pequena introdução feita pelo ubiquo produtor PAULO BRANCO e por umas escassas palavras do realizador José de Oliveira, que agradeceu num gesto bonito, a toda a equipa que com ele tornou possível a criação de QUARESMA. O filme mostra planos do que de melhor há em Portugal. Serras, pequenas aldeias e muita humanidade, apesar de ser escamoteada com um laivo de loucura. Aos poucos descobrem-se actores e actrizes capazes de levarem-nos para além desta nossa pequena realidade- e é esse o objectivo do cinema- o que comtemplo com muito agrado. recomendo-o a quem quiser passar um bom momento de entretenimento......
Sexta-feira, Agosto 22, 2003
Paúl
Haverá outro nome que não este para o planeta em que vivemos actualmente?????
Não vivemos nós num enorme ou até mesmo gigante lodo, no meio de matéria orgânica decompositora? O que vemos para além de rios e mares poluídos, florestas destruídas, humanidade a desvanecer..... Aglomerados de infra-estruturas de betão a crescerem e o verde a desaparecer. Os mais incautos desvalorizam este problema, assim como no passado mais recente, defendia-se progresso a qualquer custo, que culminou com o acidente de chernobyl e outros tantos que não chegaram aos MEDIA.
Os direitos humanos tornaram-se bandeira do século XX , mas na minha humilde e leiga opinião deveria era existir, direitos do meio ambiente, pois estes são, realmente intrínsecos à humanidade, sem ela será impossível viver.....
É mesmo necessário, viver neste hedonismo constante e progressista que torna o ser humano dos nossos dias num selvagem egoísta, pronto a destruir o próximo para proveito próprio, sem pensar no fado da humanidade!!!!!!!
O futuro depende de nós, O QUE EXISTE HOJE NÃO DURARÁ PARA SEMPRE...................
Haverá outro nome que não este para o planeta em que vivemos actualmente?????
Não vivemos nós num enorme ou até mesmo gigante lodo, no meio de matéria orgânica decompositora? O que vemos para além de rios e mares poluídos, florestas destruídas, humanidade a desvanecer..... Aglomerados de infra-estruturas de betão a crescerem e o verde a desaparecer. Os mais incautos desvalorizam este problema, assim como no passado mais recente, defendia-se progresso a qualquer custo, que culminou com o acidente de chernobyl e outros tantos que não chegaram aos MEDIA.
Os direitos humanos tornaram-se bandeira do século XX , mas na minha humilde e leiga opinião deveria era existir, direitos do meio ambiente, pois estes são, realmente intrínsecos à humanidade, sem ela será impossível viver.....
É mesmo necessário, viver neste hedonismo constante e progressista que torna o ser humano dos nossos dias num selvagem egoísta, pronto a destruir o próximo para proveito próprio, sem pensar no fado da humanidade!!!!!!!
O futuro depende de nós, O QUE EXISTE HOJE NÃO DURARÁ PARA SEMPRE...................
Quinta-feira, Agosto 21, 2003
Tempus, Time, Zeit......................
Existem maneiras de viver , diferentes modos de estar, de conviver, de estar na vida. Aquela que conhecemos, que pode ser a verdadeira ou que acreditamos ser a verdadeira ou apenas a mais fácil de viver, aquela à qual chamamos presente, a que nos dá prazeres imediatos, tristezas espontâneas, sentimentos actuais, estados de espírito em permanente transição, o presente depende das nossas acções, assim como a vida depende do tempo...
O presente vive-se, alimenta-se das emoções – isto é, tudo o que extrapolamos e não conseguimos controlar – e a fome torna-se cada vez mais maior, ao ponto de deixar-nos sem visão, sem paladar para saborearmos as coisas que nos acontecem e nos rodeiam, de aproveitar o bom que a vida tem... E o menos bom? Será que pertence ao pretérito, uns dirão que sim outros dirão que não. Conforme o que já foi vivido, os bons momentos servem de recompensa, os maus de castigo...... Mas um castigo pedagógico, pois é com os erros que se aprende!!!!! Dizem os antecessores, mas realmente de que percebem eles para além da convenção social?!!!! Mas voltando ao passado, o que é senão acções que estão na memória. Recuando lembramo-nos de feitos, bons maus péssimos, mais os terríveis, pois esses deixam marcas, marcas essas que rapidamente tornam-se arrependimento. Ouvimos palavras soltas de alguém que nunca se arrepende, um valente, com um enorme e pretensioso estado de espírito, aquele que em frente de nós nada o afecta, mas na sua solidão torna-se no maior senão o único cobarde...... No entanto não devemos julgar se não queremos ser julgados...... Já alguém dizia!!!!!!
Finalmente o futuro, que não existe sem os predecessores, trocando por miúdos( piada à parte),não existe presente sem passado, nem passado sem futuro.
A égide da realidade, o estado temporal no qual se baseia o estado onírico da realidade vivida, a alternativa à realidade percepcionada, sempre fora do nosso alcance sempre a meta , a baliza inatingível.......
Houve uma PESSOA que escreveu « Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades......» Pena é que não haja hoje, PESSOA [ S ] para mudar esta nossa vontade Inócua!!!!!!!!!!!!
Existem maneiras de viver , diferentes modos de estar, de conviver, de estar na vida. Aquela que conhecemos, que pode ser a verdadeira ou que acreditamos ser a verdadeira ou apenas a mais fácil de viver, aquela à qual chamamos presente, a que nos dá prazeres imediatos, tristezas espontâneas, sentimentos actuais, estados de espírito em permanente transição, o presente depende das nossas acções, assim como a vida depende do tempo...
O presente vive-se, alimenta-se das emoções – isto é, tudo o que extrapolamos e não conseguimos controlar – e a fome torna-se cada vez mais maior, ao ponto de deixar-nos sem visão, sem paladar para saborearmos as coisas que nos acontecem e nos rodeiam, de aproveitar o bom que a vida tem... E o menos bom? Será que pertence ao pretérito, uns dirão que sim outros dirão que não. Conforme o que já foi vivido, os bons momentos servem de recompensa, os maus de castigo...... Mas um castigo pedagógico, pois é com os erros que se aprende!!!!! Dizem os antecessores, mas realmente de que percebem eles para além da convenção social?!!!! Mas voltando ao passado, o que é senão acções que estão na memória. Recuando lembramo-nos de feitos, bons maus péssimos, mais os terríveis, pois esses deixam marcas, marcas essas que rapidamente tornam-se arrependimento. Ouvimos palavras soltas de alguém que nunca se arrepende, um valente, com um enorme e pretensioso estado de espírito, aquele que em frente de nós nada o afecta, mas na sua solidão torna-se no maior senão o único cobarde...... No entanto não devemos julgar se não queremos ser julgados...... Já alguém dizia!!!!!!
Finalmente o futuro, que não existe sem os predecessores, trocando por miúdos( piada à parte),não existe presente sem passado, nem passado sem futuro.
A égide da realidade, o estado temporal no qual se baseia o estado onírico da realidade vivida, a alternativa à realidade percepcionada, sempre fora do nosso alcance sempre a meta , a baliza inatingível.......
Houve uma PESSOA que escreveu « Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades......» Pena é que não haja hoje, PESSOA [ S ] para mudar esta nossa vontade Inócua!!!!!!!!!!!!
Terça-feira, Agosto 12, 2003
HUMANITARIUM
Quem somos, para onde vamos, de onde viemos... São perguntas às quais não temos respostas, podemos procurar as soluções no quotidiano, mas não são referência as coisas que nos acontecem aleatoriamente. Principalmente quando se é um céptico, um ateu, um niilista.
Ver para crer, tocar para sentir... O que há para além das emoções? O que é a alma, o que é o espirito, será que existe ma consciência? O que é esta voz dentro de mim? O que é o pensamento, para além de um conjunto de ideias, códigos, raciocínios lógicos e ilógicos, imagens desfocadas, cores opacas, entre fenómenos e fenómenos, linhas rectas e linhas curvas, enfim um leque de várias percepções e saliências mentais, arestas psicológicas, as quais não podem ser limadas ou até eliminadas.
Apesar de pensar assim, continuo a viver segundo convenções, para não ser alienado, marginalizado porque ser diferente já é difícil, ser diferente a dobrar é depressivamente MAU!!! Pois é , viver segundo o código que é composto por alguém que percebe do assunto, - que não é o meu caso-, assim faço o que me ensinaram, e de certeza que vou passar as mesmas convenções que por mim passaram aos meus rebentos, e os mesmos aos deles, e assim passa-se a ignorância. O perguntar, o questionar, o duvidar, faz de nós diferentes. Porquê ? Porque é assim... , ou ainda, porque o teu pai diz que é assim.....
Que vidinha esta, que belo fio condutor, nascer, viver, morrer..... Questionar, procurar resposta, solucionar..... VAZIO.
Quem decide o quê, nesta vida. Desejamos sempre o melhor e estamos sempre no gume da faca, à mínima escorregadela e lá vamos nós, ou para melhor ou para pior..... Mas mais para pior, porque a vida cheia de facilitismos torna-nos fracos sem percepção do que é a chamada vida verdadeira aclamada por nossos pais, que trabalham desde dos treze anos, em que tiveram de trabalhar duro para ter aquilo de que hoje usufruem.
Quem somos, para onde vamos, de onde viemos... São perguntas às quais não temos respostas, podemos procurar as soluções no quotidiano, mas não são referência as coisas que nos acontecem aleatoriamente. Principalmente quando se é um céptico, um ateu, um niilista.
Ver para crer, tocar para sentir... O que há para além das emoções? O que é a alma, o que é o espirito, será que existe ma consciência? O que é esta voz dentro de mim? O que é o pensamento, para além de um conjunto de ideias, códigos, raciocínios lógicos e ilógicos, imagens desfocadas, cores opacas, entre fenómenos e fenómenos, linhas rectas e linhas curvas, enfim um leque de várias percepções e saliências mentais, arestas psicológicas, as quais não podem ser limadas ou até eliminadas.
Apesar de pensar assim, continuo a viver segundo convenções, para não ser alienado, marginalizado porque ser diferente já é difícil, ser diferente a dobrar é depressivamente MAU!!! Pois é , viver segundo o código que é composto por alguém que percebe do assunto, - que não é o meu caso-, assim faço o que me ensinaram, e de certeza que vou passar as mesmas convenções que por mim passaram aos meus rebentos, e os mesmos aos deles, e assim passa-se a ignorância. O perguntar, o questionar, o duvidar, faz de nós diferentes. Porquê ? Porque é assim... , ou ainda, porque o teu pai diz que é assim.....
Que vidinha esta, que belo fio condutor, nascer, viver, morrer..... Questionar, procurar resposta, solucionar..... VAZIO.
Quem decide o quê, nesta vida. Desejamos sempre o melhor e estamos sempre no gume da faca, à mínima escorregadela e lá vamos nós, ou para melhor ou para pior..... Mas mais para pior, porque a vida cheia de facilitismos torna-nos fracos sem percepção do que é a chamada vida verdadeira aclamada por nossos pais, que trabalham desde dos treze anos, em que tiveram de trabalhar duro para ter aquilo de que hoje usufruem.
IMPERCEPTÍVEL
Não sei o que sou, vivo, tenho objectivos, metas, sonhos....
Aprendi a amar, e a ser amado, a dar sem pensar no que vou receber. A ser simples, gostar de quem gosta de mim, não julgar, não fazer juízos de valor e principalmente ignorar as primeiras aparências. Sim, as mesmas a partir das quais fazemos os tais pensamentos, juízos de valor, rótulos, estereótipos, sempre – raras são as excepções- pejorativas.
Qual é a linha de pensamento, quando sei que sou julgado pela minha aparência, e não pela pessoa que me tornei, criei, adoptei e não sei mais o quê?
Que raciocínio é este que faz as pessoas agirem de uma forma e pensarem de outra??? Amigo eu não escolhi a minha cor, o meu corpo, que culpa tenho eu de ter sido criado. Ainda por cima sem condições. Tenho vinte e dois anos, vinte e dois anos de julgamento contínuo, não pelo que sei , nem pelo o que sou , mas pela minha aparência. Será que interessa ao próximo, que eu tenha sentimentos, que eu tenha um modelo antropológico na minha consciência....
Dizem-me que ninguém me julga, mas então o que são os olhares indiscretos, aquela maneira de olhar, a algo fora do padrão normal, que serve sempre para cobaia, mas nunca para ser apenas um ser humano.....
2003/07/06
Não sei o que sou, vivo, tenho objectivos, metas, sonhos....
Aprendi a amar, e a ser amado, a dar sem pensar no que vou receber. A ser simples, gostar de quem gosta de mim, não julgar, não fazer juízos de valor e principalmente ignorar as primeiras aparências. Sim, as mesmas a partir das quais fazemos os tais pensamentos, juízos de valor, rótulos, estereótipos, sempre – raras são as excepções- pejorativas.
Qual é a linha de pensamento, quando sei que sou julgado pela minha aparência, e não pela pessoa que me tornei, criei, adoptei e não sei mais o quê?
Que raciocínio é este que faz as pessoas agirem de uma forma e pensarem de outra??? Amigo eu não escolhi a minha cor, o meu corpo, que culpa tenho eu de ter sido criado. Ainda por cima sem condições. Tenho vinte e dois anos, vinte e dois anos de julgamento contínuo, não pelo que sei , nem pelo o que sou , mas pela minha aparência. Será que interessa ao próximo, que eu tenha sentimentos, que eu tenha um modelo antropológico na minha consciência....
Dizem-me que ninguém me julga, mas então o que são os olhares indiscretos, aquela maneira de olhar, a algo fora do padrão normal, que serve sempre para cobaia, mas nunca para ser apenas um ser humano.....
2003/07/06